domingo, 7 de abril de 2013

Doente demente

Sinto-me passado
Sinto-me passada
Tal qual fantasma
Morta.Enterrada.

Sinto-me doente
Sem cura. Demente.
Apagada. Afogada
Em águas efervescentes.

Corro desvairada
Por dias à fio.
Sei lá pelo quê
Sei lá para onde.

Sinto-me um espasmo
Um espectro. Um não-nada
À beira de um caminho
Onde não há estrada.

Se risos de escudo
Fazem-me engraçada
É pura comédia.
Trágica fachada.

Sinto-me a parede
Imóvel. Ilustrada.
Doem artifícios
Para o branco do nada.

Sinto-me a atriz de um cinema mudo
A cantora de um bar do subúrbio
A doente. A ausente.
A sempre louca demente.

Quanta loucura, óh deus penitente!!
Minhas chagas abertas
Minhas eternas correntes.

Diane

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