Você, que não existe.
Você, que ainda é sonho
(minha pura fantasia)
Devolvestes minha inspiração, minha poesia.
Sacudiu meu corpo pasmo.Jorrou minhas veias.
Você, que só existe enquanto eu durmo
(Persiste nesse meu obscuro submundo.)
Arrastou minhas entranhas ao país das maravilhas
Lançou fogo aos meus olhos presos no escuro.
Você, que eu não conheço
(só pressinto!)
Me leva á vagar pelo infinito.
Faz festa em minha alma estrangeira
Dá voz aos meus desejos inauditos.
Você, que me espera em alguma rua
Correndo entre os carros, na avenida,
Prevê meus passos, meus anseios...
Que já me conhecia de outras vidas.
A filosofia literária do filósofo Franco-argelino Albert Camus e a poética filosófica da poetisa portuguesa Florbela Espanca se entrelaçam de maneira anacrônica e descompromissada.Ambos com as suas "ânsias de infinito", buscavam por aquilo que sabiam-se impossibilitados de encont rar:O sentido da vida.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O ofício
Vivo um ofício marginal
Esculpindo tantos céus e paisagens
que preenchem o vão dessas tardes
Em que desabo da abóboda glacial
Sina de Pigmalião apaixonado
Por sua Galatéia enfeitiçado
à rogar aos deuses compaixão
Pressenti por tantas repetidas vezes
Os ventos à oeste que me detiveram
Dos sonhos muitos de outra primavera...
Das inverdades de outro coração
Empenho minhas densas horas rubras
Na criação dessas belas curvas
Onde pousarei minha emoção.
Vivo um ofício marginal
Esculpindo tantos céus e paisagens
que preenchem o vão dessas tardes
Em que desabo da abóboda glacial
Sina de Pigmalião apaixonado
Por sua Galatéia enfeitiçado
à rogar aos deuses compaixão
Pressenti por tantas repetidas vezes
Os ventos à oeste que me detiveram
Dos sonhos muitos de outra primavera...
Das inverdades de outro coração
Empenho minhas densas horas rubras
Na criação dessas belas curvas
Onde pousarei minha emoção.
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