O ofício
Vivo um ofício marginal
Esculpindo tantos céus e paisagens
que preenchem o vão dessas tardes
Em que desabo da abóboda glacial
Sina de Pigmalião apaixonado
Por sua Galatéia enfeitiçado
à rogar aos deuses compaixão
Pressenti por tantas repetidas vezes
Os ventos à oeste que me detiveram
Dos sonhos muitos de outra primavera...
Das inverdades de outro coração
Empenho minhas densas horas rubras
Na criação dessas belas curvas
Onde pousarei minha emoção.
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