Descompasso
Nasci do susto do ensejo
Do arrepio cru do desejo
Escapei fugidia de um encontro fulgás
Da loucura ácida de um beijo morto.
Estou um buraco sem fim
Dos dias vividos à esmo
Embaralhados desesperos
Que dificultam meu respirar.
Sou filha única do descontrole
Do tédio, da ira e do sem–fim.
Essa origem desconhecida
Verteu o breu que se afunda em mim.
Rabisco cartas que eu não vou enviar
Para nenhum canto desse mundo cão.
Ensaio passos que eu não vou dançar
Afogo em lágrimas essa indecisão.
A filosofia literária do filósofo Franco-argelino Albert Camus e a poética filosófica da poetisa portuguesa Florbela Espanca se entrelaçam de maneira anacrônica e descompromissada.Ambos com as suas "ânsias de infinito", buscavam por aquilo que sabiam-se impossibilitados de encont rar:O sentido da vida.
domingo, 7 de abril de 2013
Libertei você da minha mente
Soltei-o do pote de mel
Desacorrentei-o daquela gaveta
Desfiz as nuvens, tingindo o céu.
E você voou para o distante
Onde os meus olhos não podem ver.
Agora eu posso te imaginar
Um pássaro fosco longe do altar.
Contemplo o invisível sereno brando
Sem ter nada palpável nas mãos.
Planos trágicos eu edifico
Sem temer o sonho ancestral.
Perdi meus medos
Perdi meus vícios
Perdi a vontade de esperar.
Soltei-o do pote de mel
Desacorrentei-o daquela gaveta
Desfiz as nuvens, tingindo o céu.
E você voou para o distante
Onde os meus olhos não podem ver.
Agora eu posso te imaginar
Um pássaro fosco longe do altar.
Contemplo o invisível sereno brando
Sem ter nada palpável nas mãos.
Planos trágicos eu edifico
Sem temer o sonho ancestral.
Perdi meus medos
Perdi meus vícios
Perdi a vontade de esperar.
Doente demente
Sinto-me passado
Sinto-me passada
Tal qual fantasma
Morta.Enterrada.
Sinto-me doente
Sem cura. Demente.
Apagada. Afogada
Em águas efervescentes.
Corro desvairada
Por dias à fio.
Sei lá pelo quê
Sei lá para onde.
Sinto-me um espasmo
Um espectro. Um não-nada
À beira de um caminho
Onde não há estrada.
Se risos de escudo
Fazem-me engraçada
É pura comédia.
Trágica fachada.
Sinto-me a parede
Imóvel. Ilustrada.
Doem artifícios
Para o branco do nada.
Sinto-me a atriz de um cinema mudo
A cantora de um bar do subúrbio
A doente. A ausente.
A sempre louca demente.
Quanta loucura, óh deus penitente!!
Minhas chagas abertas
Minhas eternas correntes.
Diane
Sinto-me passado
Sinto-me passada
Tal qual fantasma
Morta.Enterrada.
Sinto-me doente
Sem cura. Demente.
Apagada. Afogada
Em águas efervescentes.
Corro desvairada
Por dias à fio.
Sei lá pelo quê
Sei lá para onde.
Sinto-me um espasmo
Um espectro. Um não-nada
À beira de um caminho
Onde não há estrada.
Se risos de escudo
Fazem-me engraçada
É pura comédia.
Trágica fachada.
Sinto-me a parede
Imóvel. Ilustrada.
Doem artifícios
Para o branco do nada.
Sinto-me a atriz de um cinema mudo
A cantora de um bar do subúrbio
A doente. A ausente.
A sempre louca demente.
Quanta loucura, óh deus penitente!!
Minhas chagas abertas
Minhas eternas correntes.
Diane
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