Suspensões
À Zelda Fitzgerald
Tanto do que eu fiquei de lhe dar
Ainda pulsa em mim...
“A Bailarina” de Egon Schiele
Os poemas (de alma) que não escrevi
Os sorrisos descompromissados
E inesperadamente felizes (a rir de mim mesma)
E de minha dura seriedade balzaquiana.
Agora sigo os meus (des)caminhos
Como quem retoma uma estrada
Da qual jamais deveria ter me desviado.
E se eu não tivesse me afastado da estrada de antes?
E se...?? E se...??? E se ... ???
Luto com minhas entranhas para não guardar dores
Travo batalhas diárias para não alimentar ódios viscerais
Passeios mentais entre presente e passado vão e vem.
Entre oscilações de humor que só agora compreendo.
Diagnosticaram-me louca. Uma ameaça àquele que um dia amei?
Uma pólvora suicida. Possível Semente da culpa alheia?
Eterno tormento de uma alma gloriosamente radiante...
Eu seria a ruína de um jovem gênio. Eu... Uma quase demente.
Palavras que feriram e arrancaram em segundos um amor puro do peito.
Punhaladas mais nocivas que mil balas de revólver à queima roupa.
Assumidamente a cumplicidade de anos a fio foi violada.
Em nome de quê? (ou quem?)
Entorpeço-me com narcóticos controladores de
Sentimentos e (Res) Sentimentos.
O que dói em mim? Já não sei.
O tempo “perdido” em que me enganei com um “estranho conhecido”, talvez.
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