A filosofia literária do filósofo Franco-argelino Albert Camus e a poética filosófica da poetisa portuguesa Florbela Espanca se entrelaçam de maneira anacrônica e descompromissada.Ambos com as suas "ânsias de infinito", buscavam por aquilo que sabiam-se impossibilitados de encont rar:O sentido da vida.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Por entre os póros
Que amasse quantas lhe fosse possível
Naquela amplidão do indivisível
Multiplicasse sonhos e evasões.
Sonhasse.Sonhasse e voasse na imensidão.
Permitisse as surreais possibilidades
Múltiplos países e cidades
Infindáveis contornos de corpos
(Celestes ou inertes)
Amasse os seus paraísos e oásis
Diversas finitudes e miragens
Matérias luminosas e estandartes
Mas se repousasses em minha presença
Que fosse por inteira a cadência
Completo em sentidos e abstrações
Não preenchesse-me com palavras vãs e vasias
Nem me inundasse com falsas alegrias
Daquele "eu te amo" (que já não sentia)
Não estivesse ao meu lado, com a mente longe
Não Desenhasse o meu corpo, pensando em outros
Nem me encontrasse na prévia de outro encontro
Não exigia só meu teu sentimento
Nem ousava roubar teus pensamentos
Mas que fosse só nosso o nosso tempo.
Se fosse tocar-me, que fosse por inteiro
Por entre os póros,alma e cabelos
Não apenas a superfície
De um universo inteiro.
Se acariciasse os meus sentimentos
Que fosse verdadeiro e nunca efêmero
Nunca uma mentira
Nunca um passa-tempo.
Mas ignorastes os meus sentimentos
Me ignorou.Matou-me por dentro.
Esquecestes, que um dia, eu fui teu alento.
Diane
27 de Abril de 2012
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